Manu, prazer em conhecer!

Pronto: já tenho 27 anos.

Paraibana de nascimento, criação e coração! Atualmente sem um porto definitivo.

Estudante de mestrado em Sociologia.

Trabalhando de comerciária, vendendo cortinas!

Casada com um homem lindo há 5 anos e viajando muito com ele por esse mundo.

Morando atualmente em Sheffield, Inglaterra (estamos os dois estudando por aqui).

Sou de Libra, ascendente Gêmeos.

Gosto de ir ao cinema, de fazer trabalhos manuais, de me manter ocupada inventando qualquer coisa!
E de sorvete de nata-goiaba e de um bom papo! Gosto do verão, do calor.

Não gosto de situações enfadonhas (quem gosta?). Não gosto do frio.
Detesto acordar cedo. Não suporto a minha impaciência.

Quero escrever simplesmente pra não esquecer.




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Segunda-feira, Outubro 31, 2005

Happy Halloween!


Tou ja ja saindo pra la!!!

Postado por Manu, em 7:11 PM
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Domingo, Outubro 30, 2005

La subasta


Ontem fui ao meu primeiro leilão!

Foi de um casal mexicano que também está morando em Sheffield e que por motivo de mudança estavam fazendo uma 'liquidação'.
Ela, Silvia Pimental, está terminando o doutorado em psicologia. Ele, Hugo Loaiza-Almaraz, pintor profissional.
Como ele tinha várias peças em casa, resolveu vender tudo num leilão.

Eu, pobre estudante, estava lá mais para dar um suporte psicológico do quê para outra coisa.

Gente, leilão é um negócio tão bacana!
Eu tava lá me sentindo gente!
Claro que a cena para mim não era muito promissora: tudo o que gostei ou era caro demais (pra mim), ou uma outra lá acabou levando. O que mais gostei ela me tomou com uma oferta de £15, quando eu ofereci míseras £10... Mas enfim.
Acabei arrematando dois sketches lindos, cada um por £3. Muito simbólico mesmo, mas eu fiz o meu comercial!

Só espero não ficar viciada com a brincadeira (pra quando um dia, se a Deusa quiser, eu tiver bastante dinheiro!). Porque o thrill que dá é ótimo!

Piece of my heart: Janis Joplin

Postado por Manu, em 11:06 PM
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Sexta-feira, Outubro 28, 2005

Lolita


Ontem assisti pela primeira vez ao Lolita de Kubrick.
Muito bom!
E depois de assisti-lo, eu continuo com a minha teoria de que ela é quem foi a grande manipuladora da coisa toda.

Atenção: Não estou aqui justificando o pedofilismo. Continuo acreditando que é doentio, etc, etc.

Mas o fato é que existem sim meninas que são umas diabinhas de nascença.
Meus amigos, eu tive 12 anos e sei bem do que estou falando. Não que eu tenha sido uma diabinha em particular, mas se ter 12 anos naquela época já não era muito bem sinônimo de inocência, o que dirá no meu tempo e hoje em dia?

O filme se divide basicamente em duas partes: a primeira no qual o Humbert é um autentico canalha. E a segunda em que ele é um homem totalmente destruído pelos poderes da 'lolita'!

Preto e branco, sim. Mas vale tão tão a pena.

Postado por Manu, em 2:23 PM
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Quinta-feira, Outubro 27, 2005

Banido

A partir de hoje não é mais permitido fumar em bares que vendem comida.

Eu juro que não entendo esse país.
Ok, ok: isso será ótimo para a saúdo dos fumantes passivos. Mas também vou te contar: se você não é fumante e vai pra um bar, tem que tá psicologicamente preparado pra aguentar fumaça.
Custava manter os ambientes de fumante e não-fumante??

Será que eles não sacaram que isso pode arruinar os pubs locais, aqueles com freguesia garantida. Aqueles que você pode ir tranquilo, beber o seu pint, fumar um cigarrinho e voltar pra casa.

Confesso que fico agoniada com lugares muito enfumaçados. Mas banir de vez? Isso já é um cadinho demais.
Bem, vai lá entender esse país.

Ontem não pude tomar um irish coffee porque não ia comer. Hoje, se for comer não pode fumar. O que será amanha?

Postado por Manu, em 7:04 PM
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Quarta-feira, Outubro 26, 2005

Uma Sexta-feira Ops! Uma Quarta-feira

Pela manhã, aula. Dessa vez tossindo sim, mas sem derrubar o reboco da parede com os estrondos - como da última vez.
Comecei a pôr as mãos no tal SPSS que todo mundo fala.
Não parece ser muito complicado. Mas também ficou claro que a trabalheira continuará a mesma.

De tarde, fui pra induction na academia de ginástica. Fiz a minha inscrição há quase um mês e só agora que teve vaga na agenda pra o instrutor ensinar como usar as máquinas.
E foi só. Pensa que ele ensinou como alongar? Ou quantas séries de exercício fazer? Nada! Pra isso tem que desembolsar mais vintinho.
Como a Cris colocou: 'você pode até se quebrar, desde que não quebre as máquinas'.
Estou tão fora de forma, que depois de 15 minutos na bicicleta eu voltei pra casa correndo. Perdi 65 calorias... Bem, sabe como é: a gente tem que começar aos pouquinhos, bem pouquinho MESMO!

No finzinho da tarde fui encontrar as meninas num café aqui do bairro que é super charmoso, o Thyme Café. Nessa caso, charmoso = caro. Mas vez ou outra a gente precisa de um bom trato!
Estranho que eu quis tomar um daqueles cafés com álcool dentro (tipo irish coffee), mas como eu não ia jantar eles não puderam me servir.
Aqui só se pode vender bebida por si só se o estabelecimento tiver licença pra isso, mesmo que seja restaurante.
Ai quanta burocracia, minha deusa!

Pra fechar a noite, vamos ficar em casa e assistir a Lost. Gente, eu e meu amorzinho estamos viciados nessa série. Quem é a francesa? O que são as tais vozes? O que aconteceu com a loirinha grávida??? Oh céus!

Tenho que aproveitar o relax de hoje que amanhã vou trabalhar o dia todo. Saco!

Wilco

Postado por Manu, em 8:37 PM
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Terça-feira, Outubro 25, 2005

Respiro


Lindo, fofo, adorei!
Daqueles que você vê com um sorriso calmo no rosto do começo ao fim!

Postado por Manu, em 6:35 PM
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Segunda-feira, Outubro 24, 2005

Seguro morreu de velho

Não é tudo que a gente lê todos os dias que acabam ficando pra sempre na cabeça da gente. Menos ainda o que acaba ficando guardado na minha pobre memória.

Uma vez eu li num jornal paraibano que a mãe arrumou a filhinha de poucos anos pra sair e que a meio do caminha a garota não parava de espernear e chorar.
Achando que fosse má-criação a mãe deu-lhe uns tapas e disse pra parar.
Depois disso a garotinha foi ficando mole e cada vez mais mole até que desmaiou.
Desesperada, a mãe correu no hospital e mesmo lá ninguém conseguiu descobrir o que era. Até que quando tiraram o sapatinho da menina, viram que o seu pé estava super inchado e que de dentro do sapato caiu um escorpião morto.
A garotinha, infelizmente, morreu também.

Nunca mais eu consegui calçar um sapato sem antes sacudi-lo primeiro.
Digníssimo às vezes acha que é bobagem, que a gente não mora dentro do mato.
Eu prefiro ficar do lado seguro.

***

Em tempo: o Não venceu. E?
Bem, o que vem agora eu realmente não sei, mesmo que fosse Sim.
Só acho os 270 milhões de reais gastos com esse referendo poderiam ter sido usados em algo mais útil...

Postado por Manu, em 6:15 PM
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Sábado, Outubro 22, 2005

Violência doméstica

Este não é um conto da minha vida de comerciaria.
Vou contar algo que vi hoje lá na loja e que me deixou extremamente perturbada.

Estou eu atendendo um senhor quando eu vejo a menina que trabalha no departamento ao lado ser literalmente arrastada por um cara ao longo do corredor aos empurrões e safanões na cabeça.

Pronto.
Foi essa a cena que destruiu o meu dia, e olha que não era eu quem estava levando literalmente na cabeça.
Eu tremia. Fiquei sem palavras, tive que respirar fundo várias vezes até conseguir me concentrar no trabalho novamente.
Faz tempo que eu sei que existe uma coisa chamada violência doméstica, mas eu confesso que nunca presenciei. E aí é que ta o negócio: o que os olhos não vêem o coração não sente.

Na hora eu até comentei com o senhor que eu atendia, que eu estava pensando em avisar segurança da loja. Mas também eu pensei que isso não era exatamente da minha conta, o cara poderia ser o namorado (e era) e além do quê a loja têm câmeras por todo lado. Se algo saísse do controle, eles seriam capazes de ver tudo.
Mas olha que o conflito 'avisar ou não avisar' ta durando até agora aqui dentro.

Depois eu fui tentar saber da menina. Juro que não era pela fofoca, porque eu estava (e estou ainda) muito preocupada. Se ali na loja, na frente de todo mundo, ele tava fazendo aqui, o que dirá em privado?
Ninguém sabia direito. Aparentemente eles haviam brigado pela manhã. O bruto ligou mais tarde pra ela dizendo pra ela sair do trabalho pra ir falar com ele lá fora e ela disse que não era bem assim, que não podia simplesmente sair, o que resultou nele arrastando ela literalmente do trabalho, berrando algo como 'abra o olho'. Agora, imagina isso?!
O pessoal do departamento dela tentou entrar em contato. Pelo jeito conseguiram falar com a irmã dela, que não se mostrou muito surpresa com a situação. Isso fez a colega dela acreditar que isso seja algo corriqueiro em sua vida.

Rapaz, isso me fez pensar em tantas coisas...
É incrível como você cruza todos os dias na rua com alguém e nunca suspeita que aquela pessoa é uma vítima da violência doméstica. Quem garante? Se você não é vizinho pra ouvir os barulhos, e se ela não te pedir ajuda, você nunca saberá.

Que necessidade é essa doentia de mostrar que ele pode ser tão machão?
Ver que eu vi que ele estava sendo um porco com ela e mesmo assim não tentou sequer disfarçar. Isso me dá uma aversão visceral a esse tipo de gente.

Fez-me pensar também em como eu tenho a sorte de estar com um homem lindo, que me trata tão bem, que me respeita, que me acarinha, que me incentiva a ir sempre em frente.

"When I'm with you, it seems so easy, it seems so easy!
My best days are with you, they are so easy, they are so easy!
"

Postado por Manu, em 10:59 PM
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Sexta-feira, Outubro 21, 2005

Ararat


Nem tanto pela terra perdida.
Ou pelas pessoas que perdemos.
Mas entender o ódio. Porque tanto ódio?


Podia ter sido um filme muito melhor, se não tivesse tentado contar tantas estórias ao mesmo tempo. De qualquer maneira tem seu merecimento (na minha humilde opinião) por lançar o debate sobre o genocídio armênio em 1915.

E também por falar em Arshile Gorky, pintor armênio do começo do século passado que faz parte do expressionismo abstrato. Eu não o conhecia e pela pesquisa rápida que fiz no gúgol achei belíssimo os seus trabalhos!

Postado por Manu, em 6:34 PM
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Quinta-feira, Outubro 20, 2005

Dolls


É a tal da sutileza, né? Só um filme japonês pra retratar um amor (nesse caso três) tão grande sem um beijo sequer.
Eu fico impressionada com tamanha habilidade.
Não estou dizendo aqui que defendo um puritanismo absoluto. Só acho interessante as diferentes formas de se mostrar um sentimento.
A forma latina é aquela com muitos beijos, lágrimas, gritarias, etc.
A japonesa é a mais contida, mas nem por isso menos bela e verdadeira (ha verdade na arte sim!).

Postado por Manu, em 4:16 PM
Diga-me coisas:

Code 46


Segundo filme que vejo recentemente que trata desse negócio de apagar memórias.
A arte imita sim a vida, mas os filmes geralmente predizem algumas coisinhas, principalmente em se falando de tecnologia, que acabam por ser assimiladas pela 'vida'. E eu tenho medo disso.

Já dizia que um povo nada é sem memórias.
Uma tribo inteira se extinguiu porque estava perdendo a capacidade de recordar. Verdade. Pelo menos em Cem Anos de Solidão isso aconteceu sim!
O que é uma pessoa sem as suas memórias?

Ok, ok. Quem não tem alguma coisa que prefere não lembrar jamais, por favor, lance a primeira pedra. Mas garanto que após um tempo a gente até consegue viver com isso, com as memórias não bem-vindas, sem ter que recorda-las todos os minutos.
Portanto, pra quê apagar?
Por favor: não mexam na minha memória, que ela já é bem ruinzinha por natureza.

Postado por Manu, em 4:05 PM
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Mischief? No, it's art - II


Lembram que eu tinha dito que achava que o Banksy tava pra aprontar uma por esses dias? Pois bem. Ele está com uma exposição em Londres intitulada 'Crude Oils - A galery of re-mixed masterpieces, vandalism and vermin'.

Por essas e outras é que às vezes dá raiva não morar numa grande capital...

Mas também tem o outro lado da moeda: Das vezes que estive em Londres que, aliás, foram bem poucas pra quem está morando a algumas horas de viagem, sempre fiquei com a impressão que aquilo dali é muito maior do que os meus bracinhos podem abarcar.

Explicando: de que vale morar numa cidade onde tudo acontece se você não pode bancar esse tudo?
É, porque, pra um casal de estudantes - diga-se, pobres - morar em Londres, só se for na zona 38 e isso, convenhamos, não é mais morar em Londres. Estar lá e não poder curtir os shows, os eventos, os restaurantes... Economizar até pra andar de metro - que é caro! - meu camarada, simplesmente não dá.

Não morar em Londres dá um alívio danado, porque você está longe das tentações da metrópole. Mas de vez em quando dá uma vontade danada de poder ter a possibilidade de usufruir dessas coisas. E essa é uma delas.

Evil: Interpol

Postado por Manu, em 11:25 AM
Diga-me coisas:

Quarta-feira, Outubro 19, 2005

Bem down

Estou doente.
Gripei feio, tou quebrada na emenda e não consigo fazer nada que não seja tomar chá quente pra ver se consigo respirar melhor.
Nem o meu o tour diário pelos meus blogs favoritos eu tou conseguindo fazer direito...

Falando em down, minha gerente (que continua dispensada do trabalho por motivos de saúde) liga lá pro trabalho aos prantos, dizendo que a sobrinha dela deu à luz uma bebêzinha com síndrome de Down.
Ok, ok. Eu entendo que não é exatamente o que todo mundo espera. Que todo mundo deseja filhos 100% saudáveis, eu mesma rezo a Deusa por isso. Mas pera aí!
Segundo ela a bebê teve que ser separada da mãe porque nasceu prematura e muito pequenininha.
Eu só queria saber se a bebê tava fora de risco, se iria sobreviver ou não e isso ela não sabia dizer. Pelo desespero dela eu pensei que criança tinha nascido morta.
Sei lá... Mundo estranho esse que a gente vive.

Já agora, alguém tem aí uma receitinha daquelas de Vó que são bem boas pra curar gripe?

With you: The Subways

Postado por Manu, em 4:00 PM
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Segunda-feira, Outubro 17, 2005

Mais um ano de vida

Pois bem, ontem foi o meu aniversário!

Foi ótimo ter pessoas queridas ao meu redor. Mas como nada é perfeito, não tive todas as pessoas que me são queridas aqui pertinho de mim. Mas isso não importa. Recebi ligações, mensagens de texto e recadinhos no Orkut de muitos desses que estão longe e me senti super acalentada!

Fizemos um jantarzinho aqui pros amigos mais chegados e foi super gostoso!
Recebi presentes lindos (embora esse não tenha sido necessariamente o objetivo do convite!!) e mensagens nos cartões que me fizeram chorar literalmente!

Um xêro gostoso pra todos!

Postado por Manu, em 6:40 PM
Diga-me coisas:

Domingo, Outubro 16, 2005

Salsa


Eu não sei bem porque, mas aqui em Sheffield saber dançar salsa é um must.
Todo lugar que você vira tem alguém ensinando salsa ou dançando salsa ou ouvindo salsa.
Por mim tudo ok, embora eu preferisse samba, sabcumé!

Nada contra querer aprender a dançar bonito. Mas eu só peço uma coisa: divirta-se por favor?
Você vai a qualquer desses lugares que tocam salsa e eu garanto que você só vai ver dois ou três casais se divertindo a valer. O resto vai estar tão concentrado em seguir os passos corretamente, que você só vê tensão na cara deles. Onde já se viu dançar sem dar uma boa risada?
Enfim. Por conta disso eu criei meio que um preconceito sobre essas aulas de salsa. Acabei levantando a bandeira do 'dance errado e seja feliz'!

Até que um amigo grego nosso, o Stellios, que também ta estudando aqui, teve o descaramento de me chamar pra uma aula de dança. Passei-me com ele: como é que ele, justo ele que segurava a pontinha da bandeira, me faz uma pergunta dessas?
Cedi ao convite porque ele disse que era diversão garantida. E como estamos na temporada de comemorações de meu aniversário, decidi guardar a bandeira no armário e dar uma colher de chá.

Fui ontem e foi muito massa!

Aprendi os 6 passos básicos e já estou pronta para o próximo nível. Hehehehe!
Mas tem um detalhe importantíssimo nisso tudo: eu tava lá e tava me divertindo. Tava rebolando, não tava seguindo todas as regrinhas de batidinha de pé pra lá e pra cá. E sabem porquê: Porque eu sou latina meus camaradas! E isso nenhum professor de salsa ensina, ainda mais sendo indiano.

Viva a sociedade globalizada!

Peguei o gif acima lá na Neurastenia.

Postado por Manu, em 11:04 AM
Diga-me coisas:

Sábado, Outubro 15, 2005

Sobre o não

Dando os devidos descontos aos textos histéricos que andam circulando por aí a respeito do desarmamento, seja pelo sim ou pelo não, recebi por e-mail este sobre o não.
Eu só pus umas partes dele, já que ele é muito maior. E também porque eu não gosto muito de colocar esse tipo de coisa no meu blog.
Só estou colocando esse porque o cara levanta uma questão que eu francamente não havia pensado ainda:
Fala-se tanto em defender-se do bandido, mas ele aqui põe que devemos desconfiar é do próprio governo.
Olha que desse eu tenho até mais medo...

CONFISCANDO AS ARMAS

David Gueiros

Resumo: Vendo toda a agitação liderada pela esquerda, para desarmar a
população, pergunto: o que haverá por trás disso tudo? Por que esse
movimento não começa exigindo o desarmamento dos bandidos nos morros
cariocas, e de todas as capitais do Brasil, onde eles imperam?

(...)

Pergunto: quando será que as residências particulares começarão também
a ser invadidas pelos sem-teto, como aconteceu na Rússia, em 1917; no
Leste Europeu, depois da Segunda Guerra; em Cuba, em 1960; e em
Portugal, em 1974? Afinal, este é um governo que predica a
\"solidariedade\", e insiste que os cidadãos sejam \"solidários\" com os
pobres. Uma nobre causa, sem dúvida, mas será que essa solidariedade
chegará a ponto de se exigir que o cidadão divida sua residência com
os favelados, como pessoalmente vi acontecer em Portugal, em 1974? E
se o cidadão recusar dividir sua casa com estranhos, e resistir com
armas na mão? Torna-se necessário, então, tirar dele toda e qualquer
possibilidade de defender seu lar e a sua propriedade.

Sob a desculpa de se conter a violência, simples ocorrências policiais
são registradas e incrementadas pela televisão, e mídia em geral,
dentro de um programa planejado para inculcar medo à população, para
que esta aceite ser desarmada.

Pergunto eu: desarmada para que? Para que possa ser espoliada de sua
propriedade, e deixada à mercê do Estado? Este parece ser o plano das
nossas dignas autoridades, que beberam da mesma fonte daqueles que
dominaram a Rússia por 70 anos, o Leste Europeu por quarenta e tantos,
e Cuba desde 1960.


Cesaria Evora: Tchintchirote

Postado por Manu, em 11:30 AM
Diga-me coisas:

Sexta-feira, Outubro 14, 2005

Sauna Facial

Que a gente precisa limpar a pele do rosto todo dia todo mundo sabe.
Pela manhã, pra preparar a pele pro dia.
Pela noite, pra limpar toda a poluição do dia.

Só que isso não é suficiente. Vez ou outra a gente precisa limpar a pele do rosto de uma maneira mais profunda: com esfoliações, máscaras e tal.
Aí eu descobri que pra limpar a pele melhor ainda, o bom é vaporizar o rosto antes de colocar a máscara. Isso porque os poros se abrem e ajuda a máscara a agir mais profundamente.

Pra fazer essa sauna básica não tem coisa mais simples: Coloca a água pra esquentar, não precisa deixar ferver senão fica muito quente. Depois coloca num recipiente e como se fosse fazer uma inalação, deixa o rosto receber os vapores por 3 minutos. Pronto. Coloca a máscara e tenta relaxar.
Detalhe que a pele do rosto já tem que estar limpa antes disso. Depois que retirar a máscara você vai tonificar e hidratar normalmente.
Já vou na terceira vez que faço isso e garanto a diferença.

Aí tou eu hoje na cozinha, a cara enfiada na panela e a cabeça coberta com a toalha de rosto quando meu digníssimo entra na cozinha:

- O que está acontecendo?
- Nada
- Fala sério, o que está acontecendo?
- Estou fazendo uma sauna na cara.
- Pára com isso, deixa de maluquice!
- hahahahahahaha

Essas coisas de beleza sempre assustaram meu amorzinho! E é porque ele ainda não viu a depilação a cera do biquini...

Love me love you: The Magic Numbers

Postado por Manu, em 3:51 PM
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Terça-feira, Outubro 11, 2005

Over break

Eu não cheguei a trabalhar no Brasil. Isso é algo que eu lamento, já que desde os meus 16 anos que eu procurava um trabalho, distribuía currículos, mas nunca cheguei a ter respostas. É aquela velha história da dificuldade de conseguir o primeiro emprego.E meu país querido não foi menos implacável comigo.
Saí de lá com 21 anos para morar em Portugal e foi lá que tive meu primeiro emprego. Lá eu trabalhei em 3 lugares diferentes e se em um o dinheiro era curto demais mas os intervalos eram respeitados, no outro o dinheiro era até legal, mas os intervalos eram praticamente inexistentes e as horas extras eram contos da carochinha.
Ai, como isso me serviu de aprendizado!
Enfim nos mudamos para Inglaterra e depois de alguns meses 'aquecendo' o meu inglês, consegui esse trabalho que estou até hoje e lá se vão 20 meses.

As regras de intervalo, ou os breaks, são as seguintes:
Se você está fazendo um expediente inteiro, ou seja, 8 horas, você tem direito a: 20 minutos de intervalo pela manhã, 1 hora de almoço e 20 minutos de intervalo pela tarde.
Se estiver fazendo meio expediente, tipo 4 horas, não tem intervalo.
Se estiver fazendo 5 horas tem direito a um intervalo de 20 minutos.
A partir de 6 horas, você já tem direito a ter uma hora de almoço e um intervalo e por aí vai.

Depois das experiências que tive em terras lusitanas, ver tanto intervalo durante o trabalho me deixou simplesmente embasbacada: nossa como esses gringos respeitam os seus trabalhadores! E olha que nem sindicato aqui tem (mas não quer dizer que às vezes eles façam falta. Mas isso já é tema pra outro post)!
E cá entre nós, eu acho que isso é o suficiente pra respirar entre um cliente chato e outro e continuar com a sua produtividade.
Eu mesmo tento seguir todos os horários certinhos, contando todos os minutos.

Só que nem todo mundo tem feito isso ultimamente, leia-se a minha colega de trabalho.
Hoje mesmo a infeliz tirou dois breaks de 35 minutos só pela manhã. A hora de almoço dela durou pelo menos uma hora e vinte, e claro, ainda teve o break da tarde. Como eu saí às 5, é capaz dela ter tido outro ainda antes da loja fechar às 6.
Poxa vida, é muita cara de pau, viu? Toda vez é uma desculpinha diferente e eu já tou ficando mesmo chateada. E o pior é que a senhora do outro departamento já sacou e contou pra minha gerente (que ta doente). Juro que não fui eu quem contou - embora eu não tenha problemas com isso. Afinal, se esta acontecendo algo errado: então avisa a gerência. É assim que deve ser.

Pode me chamar de Caxias, ou de goodie two shoes como dizem os ingleses, mas lugar de trabalho é lugar de trabalho. Se foram eles mesmo, os ingleses, que me ensinaram que no trabalho tem que respeitar o trabalhador, não dá pra deixar uma colega ir passando a perna em você. Porque afinal de contas, meus camaradas, com a outra tendo tantos breaks, pra quem vocês acham que ta sobrando todo o resto do trabalho?

Mas aí vem aquele outro dilema: ela é uma figura tão boazinha com você. Pra quê estragar o ambiente de trabalho?
Ô libriana ruim dos infernos...

Postado por Manu, em 10:11 PM
Diga-me coisas:

Domingo, Outubro 09, 2005

A sua personalidade é porca?

De tudo tem na net. Até análise da sua personalidade através do desenho de um porco, que eu achei nesse blog que adorei!
Pois bem, eis o meu porco:


O que esse meu porquinho diz é exatamente o que todas as descrições de revistas de horóscopo falam sobre librianos.

Não tenho mesmo escapatória, viu.

Quer fazer um porco também?

Intergalactic: Beastie Boys

Postado por Manu, em 4:59 PM
Diga-me coisas:

Sábado, Outubro 08, 2005

Work out x Freak out

Há uns meses atrás eu dizia que uma das minhas resoluções de ano novo para 2006 seria tomar coragem e começar a me exercitar.

Lá na universidade existe toda uma estrutura para a prática de esportes, incluindo uma academia. Obviamente, isso tudo é pago.
Detalhe, e isso é algo super diferente do que a gente ta acostumado no Brasil, você tem a opção de pagar mensalmente ou pagar o ano todo de uma vez - que sai bem mais barato do que somando as parcelas dos pagamentos mensais.
Outro detalhe é que o ano letivo daqui não começa no começo do ano como é no Brasil, fevereiro/março, e sim setembro/outubro.
Nós estamos em outubro, o que em outras palavras significa: começo do ano letivo.
O que incluindo ainda outras palavrinhas quer dizer: a resolução de ano novo tem que ser acionada ainda no ano velho.

Pois é, meus caros amigos: tomei coragem e me matriculei numa academia. E como se a própria decisão em si já não fosse suficientemente drástica, eu fui ainda mais radical e paguei a cota anual.
Querem saber se eu estou muito animada? Pois bem. A resposta é não.

Fui lá outro dia com o meu Digníssimo. O pobre cheio de boa vontade me mostrando as instalações e eu sem perder de vista a saída mais próxima.
Sério mesmo, esses ambientes em nada me agradam: um monte de gente suada, música alta (que eu não escolhi), franguinhos e franguinhas por todos os lados (incrível como todos são loirinhos e - nada contra os loiros - isso vai me dando uma agonia) num pula-pula tão pouco natural da raça humana.

Enfim.

Sucumbi à geração saúde. Vou tentar fazer algo mais pelas minhas coxas e bunda antes que tudo desabe. Dizem que com tempo a gente vicia. Bem, isso eu só poderei dizer daqui há outros meses.

The great escape: We are Scientists

Postado por Manu, em 10:28 PM
Diga-me coisas:

Sexta-feira, Outubro 07, 2005

Dizer não

Mais que nunca, ultimamente eu venho me deparando com a crescente necessidade que tenho em aprender a dizer não.
Não pensem que é simples: um não muitas vezes é mais difícil que um sim.
Enfim. Não adianta divagar sobre 'sins' e 'nãos' porque tudo é condicional.
Não que eu seja exatamente uma Maria-vai-com-as-outras, mas é que eu me envolvo demais pra dizer um não.

Como se já não estivesse bastante consciente disto, nos últimos dias esse 'dizer não' tem me cercado por todos os lados.
Meu digníssimo diz que eu devo me importar menos e dizer uns 'nãos' de vez em quando. A Pops outro dia falando de pecados e 'nãos', até na caminhada de Outubro que fizemos essa semana o assunto 'dizer não' veio à tona.

Agora tem também o referendo que você tem que dizer sim ou não.
Eu sei que não estou lá e que não vou votar, mas me sinto meio na obrigação de tomar um lado.
Sempre achei que eu estivesse do lado do sim, embora eu quisesse ver um programa mostrando os dois lados da moeda. Como a gente tem acesso a Record, outro dia consegui assistir a um e confesso que agora já nem sei mais.
O que eu acho é que isso tudo é uma baita sacanagem. Um referendo ridículo quando a pergunta em si já começou errada, com uma maneira errada de abordar o problema.

Eu sei que a gente tem que se decidir entre 'sins' e 'nãos', afinal, assim é a vida. Mas nem tudo é assim tão simples.
Ou olha: talvez até seja. Eu como libriana incorrigível que sou, tendo a complicar tudo. Fico me balançando nas meias-horas de tudo.
Mas é isso:
- Vai trabalhar domingo?
- Sim, porque afinal, não há mais ninguém aqui (mas no fundo, no fundo, eu quero dizer não).

Dare: Gorillaz

Postado por Manu, em 11:03 AM
Diga-me coisas:

Domingo, Outubro 02, 2005

Vizinhos

Como muitos já sabem, nos mudamos a pouco menos de um mês.
Com uma semana de casa nova, ainda naquela de colocar as coisas nos eixos e com Billie Holiday na vitrola, a vizinha do lado bate na nossa porta. André vai atende-la e eu perguntei porque não chamou ela pra entrar.
Coitadinha de mim, até parece que eu estou vivendo no mundo das Desperate Housewives, onde um bate na porta do outro pra cumprimentar os novos vizinhos.
O que a figura realmente queria era pedir para desligarmos o 'baixo' da música, porque estava atrapalhando o trabalho dela.
Puta que pariu: se fosse Metallica, eu nem diria nada. Talvez nem mesmo tocasse para não importunar ninguém com tão pouco tempo de mudança. Mas Billie Holiday? As músicas dela nem baixo tem...

Agora me deixa explicar melhor. A casa onde vivemos, na verdade é uma imensa casa vitoriana, certamente dos tempos dos barões do aço daqui de Sheffield. O que fizeram com isso daqui foi dividir a casa em vários flats, e pelas minhas contas são cinco.
A vizinha reclamona, aparentemente divide conosco a parede da sala. André disse que ela tinha sotaque americano, então deve ser uma americana reclamona.
Portanto, além dela somos nós brasileiros, uma família de mulçumanos (que o cara viu quando estávamos nos mudando e nem um 'oi' o filha da mãe deu. Oh povinho chato!), um rapaz novinho com cara de inglês e uma família oriental.

Essa família oriental se constitui da mulher, do cara e um garotinho que é um doce de criança. Porém (na minha vida sempre tem um porém), eu acredito que eles vivem no andar de cima, imediatamente acima do nosso flat. E esse garoto passa o dia inteiro correndo dentro do flat, pra cima e pra baixo.
Resultado disto é que cá estou eu presenciando o fenômeno das crianças trancadas em apartamentos nesse mundo moderno.
Eu até já sei a hora que o garoto acorda: 7:30 da manhã. Que é a hora que a correria começa. A gente mal escuta isso na sala. O problema ta todinho no quarto, que deve ficar na mesma altura do quartinho dele e contando que nós dois não somos exatamente um casal que gosta de madrugar, isso conta como um definitivo porém.
Ontem eu fui dormir com dor de cabeça e já com medo de não acordar melhor e ter essa martelada, literalmente, a mais na minha cabeça. Ainda bem eu acordei melhor.
Mas o que eu fico pensando agora é: devo reclamar ou não?.
Eu sei que ele é criança poxa vida, e eu também não quero criar conflitos como a cricri aí do lado. Mas por outro lado ta me incomodando sim.
Bem, é como diz o ditado: nem tudo é perfeito.

My man: Billie Holiday

Postado por Manu, em 9:45 AM
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